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Sobre a indicação de meu nome à pré-candidatura do PSOL ao governo do Estado

A minha disposição é contribuir da melhor forma para o debate construtivo dentro do partido e para que, nas lutas e nas eleições, ele se apresente com toda força.

Há mais ou menos uma semana, um dos principais dirigentes do PSOL e vereador de Porto Alegre, Roberto Robaina, me honrou ao apontar o meu nome como um daqueles capazes de representar o nosso partido na eleição ao governo do Estado. Isso se deu porque a imprensa começa a desenhar os possíveis cenários com vistas ao Piratini e neles não pode faltar o PSOL, partido imprescindível para reunir as forças dispostas a contribuir para a reconstrução de uma alternativa política, independente da burguesia, e que por isso, vem se fortalecendo nas lutas do povo, crescendo nos movimentos sociais, como também nas eleições.

Desde então, uma série de companheiros vem me perguntando, e aos que comigo constroem o Alicerce, agrupamento com o qual atuo no PSOL, sobre o meu posicionamento frente a isso. O que tenho dito é que agradeço o posicionamento do companheiro Robaina e que o tomo como o reconhecimento ao que o nosso mandato tem buscado realizar.

Não custa lembrar que o prefeito e a sua base de sustentação na Câmara atuam para criar empecilhos, travar e sabotar todas as iniciativas que se tenha para amenizar o sofrimento do povo de Porto Alegre.

Por termos isso bem presente, nos pautamos pela compreensão de que só com a mobilização das comunidades, das categorias de trabalhadores, em particular os municipários, os terceirizados e dos movimentos negro, LGBTQI+, mulheres, entre outros movimentos sociais, podemos ter alguma conquista e nesse momento, entendo, que não pode haver conquista maior do que dar fim imediatamente ao governo Bolsonaro-Mourão.

Esse governo genocida, responsável direto pela morte de mais de 500 mil brasileiros e indiretamente, por perdas incalculáveis em razão do desemprego, da miséria, da desigualdade social e de tantas outras mazelas que se acumulam na história do país e que ele, como os que o antecederam se recusam a enfrentar.

É a partir do resultado dessa luta, em consonância com o programa de transformações estruturais que devemos pensar as eleições de 2022 e pensá-la sabendo que, se é preciso derrubar Bolsonaro, não é secundário liquidar com as bases econômicas, sociais e políticas que permitiram a sua eleição e preparam tragédias ainda maiores para o país e para o Rio Grande do Sul.

A resultante desse processo nos indicará quais os melhores companheiros do PSOL para assumir a candidatura a governador e vice do estado, bem como quem nos representará na disputa para o Senado.

A minha disposição é contribuir da melhor forma para o debate construtivo dentro do partido e para que, nas lutas e nas eleições, ele se apresente com toda força. Tenho presente que companheiros como Roberto Robaina, Pedro Ruas e tantos outros, mesmo sem mandato eletivo, mas com ampla representação junto aos trabalhadores, têm todas as condições de assumir essa tarefa, e ser lembrada entre eles, repito, nos honra.

Dia 3 de Julho todos aos atos.

Fora Bolsonaro-Mourão.

Por um governo da classe trabalhadora sem patrões.

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